Como um amigo de Lisboa (o João) me disse um dia: "Não se fala do amor Inês... Não se fala do amor". Há coisas de que realmente não se pode nunca falar, senão perdem valor, muitas coisas se perdem quando colocadas em palavras.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
O teu colo...
Lembro-me de quando era menina... Tu estavas doente Avô. Já estavas muito doente. E eu, inconsciente das saudades que teria de ti e do teu colo, fui embora. Saí de casa. Saí da tua casa sem aproveitar os teus últimos momentos de lucidez. Não me perdoarei. Não me perdoes também.
E agora quero voltar atrás mas isto não é nenhum filme. E agora quero dizer que te amo e que, quando crescer, quero ser como Tu. Consegues ouvir-me? Consigo chegar até ti?
Quando estava na Polónia sonhei contigo. Eu nunca sonho Avô. Nunca sonho. Tinha a mania de ouvir música enquanto dormia. E estava ali, naquela cama pequena, com uns lençóis que nunca chegavam para cobrir os pés, no limbo da (in)consciência. A minha colega acorda-me porque eu chorava muito. Sonhei que estavas ali de novo. No portão da nossa casa, comigo nos braços.
E agora sei que não perdemos a vida num momento, vamo-la perdendo à medida que perdemos quem nos faz viver.
E agora quero voltar atrás mas isto não é nenhum filme. E agora quero dizer que te amo e que, quando crescer, quero ser como Tu. Consegues ouvir-me? Consigo chegar até ti?
Quando estava na Polónia sonhei contigo. Eu nunca sonho Avô. Nunca sonho. Tinha a mania de ouvir música enquanto dormia. E estava ali, naquela cama pequena, com uns lençóis que nunca chegavam para cobrir os pés, no limbo da (in)consciência. A minha colega acorda-me porque eu chorava muito. Sonhei que estavas ali de novo. No portão da nossa casa, comigo nos braços.
E agora sei que não perdemos a vida num momento, vamo-la perdendo à medida que perdemos quem nos faz viver.
Greg the photographer
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