sábado, 2 de junho de 2012

Declaração de interesses


O mundo anda mesmo ao contrario. Venho de dizer a alguém que me adora há anos que todas as suas certezas me causam medo porque eu não sinto nada do que ele me fala. Minto. Claro que sinto! Só não o sinto por ele, mas por ti. E estou a ouvir coldplay; disseste que a música que te fazia lembrar de mim era a don’t panic. E é isso que estou a tentar fazer. Quem me vir não diz que me dói o corpo todo. Quem me vir não diz que quando te vejo o meu estômago da trinta voltas. Don’t panic. Don’t panic.
Tenho medo de nunca mais sentir com ninguém aquilo que senti contigo. Tenho medo que o teu rosto continue a vir-me ao pensamento antes de dormir até aos meus 80 anos. Tenho medo de te continuar a ver e (em vez de pensar “oh meu deus, como pude eu gostar deste tipo?!”), pensar: “percebo exactamente porque é que gosto tanto dele”. Tenho medo de tudo. De tudo. E estou capaz de render-me a tudo, menos à ideia de me contentar com menos que aquilo que senti. Nao faz sentido um amor-conforto, quando se conhece um amor-fogo-conforto.

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