O mundo anda
mesmo ao contrario. Venho de dizer a alguém que me adora há anos que todas
as suas certezas me causam medo porque eu não sinto nada do que ele me fala.
Minto. Claro que sinto! Só não o sinto por ele, mas por ti. E estou a ouvir
coldplay; disseste que a música que te fazia lembrar de mim era a don’t panic. E é isso que estou a tentar
fazer. Quem me vir não diz que me dói o corpo todo. Quem me vir não diz que
quando te vejo o meu estômago da trinta voltas. Don’t panic. Don’t panic.
Tenho medo de
nunca mais sentir com ninguém aquilo que senti contigo. Tenho medo que o teu
rosto continue a vir-me ao pensamento antes de dormir até aos meus 80 anos.
Tenho medo de te continuar a ver e (em vez de pensar “oh meu deus, como pude eu
gostar deste tipo?!”), pensar: “percebo exactamente porque é que gosto tanto
dele”. Tenho medo de tudo. De tudo. E estou capaz de render-me a tudo, menos à
ideia de me contentar com menos que aquilo que senti. Nao faz sentido um
amor-conforto, quando se conhece um amor-fogo-conforto.
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